Unidade - Iperó

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Um ponto que é marco da história é a Fundição Ipanema, berço da industrialização no Brasil. A origem do nome Iperó é controvertida mas é provável que advenha da etnia tupiniquim, responsável pela colonização do território antes da vinda dos colonizadores europeus (século XVI). Dessa forma, Iperó pode significar lenço ("Y") dos portugueses ("Perós"). Essa versão é reforçada pela existência do Rio Iperozinho, importante afluente do Rio Sorocaba, onde foi instalada a Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, a mando do governador-geral Mem de Sá.

Na época do regime militar (1964-1985), logo após a emancipação política da cidade, um boato espalhado a partir do colégio EEPSG "Dr. Gaspar Ricardo Júnior" disseminou a versão (jamais confirmada) de que Iperó significaria "águas profundas e revoltas".

Muito embora exista uma famosa praia turística no estado do Rio de Janeiro (Cabo Frio) chamada de "Dunas do Peró", e cujo significado é incontroversamente atribuído ao nome que os índios locais denominam os portugueses ("perós"), nenhuma versão do nome Iperó foi ainda reconhecida pela historiografia brasileira.

História
O território atual de Iperó está situado na antiga região em que a polêmica ordem do Rei Dom João VI, em 19 de agosto de 1817, criou a paróquia de São João Batista da Fábrica de Ferro de Ipanema. Por essa ordem régia, determinou-se a construção de uma capela onde hoje se situa a Fazenda Ipanema. A iniciativa real provocou a ira do diretor da fábrica, Frederico Luiz Guilherme Varnhagem (pai de um grande historiador brasileiro, Francisco Adolfo de Varnhagen, o iperoense mais ilustre da história), que entendeu ser inconveniente a presença de uma igreja e, por consequência, de uma comunidade nas imediações de Ipanema. Na verdade, acreditava o diretor que a paróquia provocaria uma bandalheira, decorrente do corte de lenha para o consumo das famílias que iriam construir suas moradas em volta da capela.

Naquela época, a lenha era o mais importante combustível para a fábrica (altos fornos de ferro), e o diretor não queria reparti-la com o populacho. Não seria a primeira vez que os moradores daquela localidade seriam oprimidos por líderes despóticos, como a história mostraria no futuro. Disposto a impedir a construção da capela, Varnhagem discutiu o assunto com o bispo Dom Mateus Abreu Pereira, para quem enviou um abaixo-assinado contrário à criação da paróquia. O movimento, porém, foi em vão: em 22 de fevereiro de 1820, o bispo determinou o cumprimento da ordem do rei.

Contrariado, o diretor da fábrica passou a proibir o corte de lenha e iniciou perseguições aos moradores do local. Resultado: em pouco tempo a comunidade começou a debandar para outras cercanias, dentre elas o então "campo largo" (Araçoiaba da Serra), e os atuais bairros de Bacaetava e Bela Vista (esta última, antigo posto de parada de bandeirantes). Muito embora Campo Largo tenha sido escolhido para a edificação da nova igreja em 30 de outubro de 1823, a inauguração da Matriz só ocorreu dois anos depois da autorização, em 11 de novembro de 1825.

Finalmente, no início dos anos 1960, iniciou-se um movimento popular, liderado por comerciantes e membros da igreja Católica da Vila de Santo Antonio, em favor da emancipação da Vila junto à Boituva. Esse movimento deixou de ser atendido pelo governador Ademar de Barros, em 1963, por uma razão muito simples: a Constituição Estadual da época exigia a realização de um plebiscito, o que ainda não tinha sido feito pelos afoitos iperoenses. Em 1964, finalmente é realizado um plebiscito no vilarejo, com ampla vitória pela emancipação.
Em 21 de março de 1965 é promulgada a lei estadual que emancipa o Município de Iperó. Esse novo município, formado originariamente pelo novo núcleo ferroviário, traz consigo as centenárias povoações da Fazenda Ipanema, bairro de Varnhagem e Bacaetava. Porém, até meados dos anos 90, o antigo núcleo ferroviário não se preocupou em integrar-se com as regiões mais longínquas do município, até que se algumas personalidades do novo distrito de George Otterer (nas imediações da antiga Fazenda Ipanema) iniciaram um novo movimento pela emancipação daquele distrito, sem sucesso.